HOME
CRÍTICAS
DIÁRIO
ENTREVISTAS
CONTATO
EXPEDIENTE
PROGRAMAÇÃO
Volte para a página inicial e continue a navegar
Confira as críticas de alguns filmes em exibição
O dia-a-dia dos cinéfilos para conseguir ver "aquele" filme
Quem de importante deu as caras no Festival?
Fale com a equipe dos sites em parceria!
Quem faz parte da equipe da cobertura?
Confira aqui os horários e sessões


Aconteceu em Woodstock
por Janaina Pereira

Um Ang Lee cheio de graça e leveza. É esta a impressão deixada por Aconteceu em Woodstock, novo trabalho do diretor de O Segredo de Brokeback Montauin que abriu nesta quinta, 24, a 11ª edição do Festival do Rio.

Após uma mensagem simpática de Lee, exibida antes do filme porque o diretor não pode comparecer ao evento, a plateia pode se deliciar com a história verdadeira de Elliot Tiber, jovem gay filho de rígidos imigrantes que não tinha coragem de revelar sua homossexualidade. Ele tenta salvar a família, prestes a perder o hotel decadante que é sua única fonte de renda.

Com uma boa dose de sorte e inconsequência, Tiber fecha o contrato para abrigar shows de rock e atrai para a região o público hippie que a cidade vizinha repudiara. E assim acontece o maior e mais importante festival de rock do mundo, o lendário Woodstock, que está completando 40 anos.

O que se passa nos dias que antecedem o Festival, e como ele acontece e revoluciona a vida do rapaz, é o que o filme mostra, com muito humor mas num tom completamente intimista, fazendo o público participar de cada momento que mudou a vida de Tiber.

O elenco, afiadíssimo, é um caso a parte. Demetri Martin, que faz Elliot, está perfeito, assim como Henry Goodman e Imelda Staunton- os pais austeros do protagonista – Emile Hirsch e Liev Schreiber,  todos com personagens marcantes.

Aconteceu em Woodstock tem roteiro de James Schamus, baseado no livro de Tiber (Taking Woodstock), e seu único defeito é não apostar na trilha sonora. Ouvimos ali ao fundo Janis Joplin, o final é apoteótico, mas parece que as imagens coloridas mereciam mais. Apesar da falta do som que marcou uma geração – e todas que vieram depois – o filme é bem resolvido e extremamente honesto, o que só faz aumentar minha admiração por Lee. É visível que ele é um diretor de grandes recursos e sabe filmar com muito respeito uma história distante do seu mundo real.

Nascido em Taiwan, Lee reproduz respeitosamente os bastidores do festival que ofereceu “três dias de paz e música” com Janis Joplin, Jimi Hendrix e Bob Dylan, entre 15 e 17 de agosto de 1969, e revolucionou a pequena cidade de White Lake, perto de Nova York.

Se Tarantino vai fechar o Festival do Rio com tanta força como Ang Lee abriu, ainda não dá para saber. Mas Lee, com certeza, deu um primoroso pontapé inicial no evento carioca.

nota 9
Taking Woodstock (EUA, 2009). Comédia.
Direção: Ang Lee
Elenco: Henry Goodman, Imelda Staunton, Emile Hirsch, Jeffrey Dean Morgan, Liev Schreiber

Tags:, , ,
2 respostas para »CRÍTICA: Aconteceu em Woodstock»
  1. Ai, que digno. Quero muito ver esse filme. Que bom que as críticas têm sido positivas. :’)

  2. [...] This post was mentioned on Twitter by Jana Pereira. Jana Pereira said: Ang Lee abre com graciosidade o Fest Rio http://bit.ly/cFk0d [...]

Deixe um Comentário!