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Com cinco indicações ao Globo de Ouro e um dos dramas mais esperados da temporada, O Curioso Caso de Benjamin Button só estréia amanhã e já tem uma enorme leva do grande público com interesse voltado.

Confira a crítica!

O Curioso Caso de Benjamin Button
Por Débora Silvestre – crítica e colunista

O tempo exerce sobre nós efeitos não apenas físicos, mas também psicológicos. Estágios diversos da vida humana são medidos por tempo. É fácil para nós saber a faixa etária de uma pessoa apenas observando certos traços de expressão, gestos e modo de falar moldados pelo tempo. O passar do tempo, aliás, nos permite guardar memórias, recordações, momentos que tecerão nossa linha da vida de forma única e nunca igual à dos outros. A cada dia que passa, ficamos mais velhos, mais experientes, porém mais frágeis quando o tempo começa a pesar sobre nossas costas. Mas e se ficássemos mais velhos, mais experientes e, logo, mais fortes, vívidos e cheios de energia? Sobre essas e outras questões referentes ao tempo é que disserta O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button – EUA – 2008 – Warner).

A premissa é aparentemente simples: a história de um homem que, desde o nascer, não se torna mais velho, e sim mais jovem. Entretanto, tal simplicidade desaparece quando percebemos que, ao contrário de seu corpo, sua mente evolui naturalmente. Benjamin tem que aprender a ler, escrever, andar e, ao se tornar mais velho, passa a sofrer de perdas de memória e outras doenças que aparecem com a idade. Além disso, tudo se torna mais difícil quando Button se apaixona pela bela bailarina Daisy que, ao contrário dele, “cresce” normalmente.

A primeira metade do filme é menos dramática do que o resto do longa e tem o objetivo claro de mostrar as aparentes vantagens que um adolescente em um corpo septuagenário pode encontrar (é especialmente interessante a cena em que um marinheiro se espanta quando Button diz ainda ser virgem, com seu corpo de quase oito décadas), além de rascunhar a estrada que guiará a metade final da projeção: o romance entre Benjamin e Daisy.

O amor deles, aliás, é singularmente belo. Eles se amam incondicionalmente, mas tanto ele quanto ela sabem que seria impossível permanecerem juntos enquanto são muito jovens, uma vez que ele aparenta bem mais e quando forem muito velhos, já que ele estará encerrado em um corpo adolescente. A única chance que têm, então, está na época em que ambos aparentem idades semelhantes. Período este que eles ambos sabem que chegará a um fim. Não que todos os romances não cheguem a um fim (sendo este fim a morte ou não), mas a previsão do término, o saber quando tudo acabará torna o relacionamento de ambos intenso e comovente.

Assim surge o belíssimo trabalho da equipe de maquiagem do longa, por tornar crível cada uma das fases das vidas dos personagens. Todos os traços da maturidade e da juventude estão lá. É absolutamente fascinante a impecabilidade dos maquiadores e o quão reais são as expressões dos atores. Estes, aliás, não somem diante da magnitude do roteiro e, dentre as coisas mais impressionantes do filme, estão lado a lado. Nunca Brad Pitt foi tão expressivo quanto agora. Não só a maquiagem, mas também os trejeitos e olhares tanto de Pitt, quanto de Cate Blanchett e Donna DuPlantier, tornam o longa um espetáculo para os olhos e mente. Ainda, a trilha de Alexandre Desplat sabe dosar perfeitamente o tom certo entre o intimismo e o uso de músicas mais fortes.

O longa ganha pontos ainda ao não tentar, durante nenhuma cena, achar explicações para o curioso caso do título. Todos sabemos que tal caso não existe e que não há uma explicação para o que nos é mostrado. Logo, qualquer forma de tentar explicar por vias científicas o que acontece com Benjamin seria vaga e maniqueísta. O filme é um simples exercício sobre o tempo e seus reflexos em cada um de nós. Por mais que não nos demos conta disso, somos influenciados pelo tempo a todo momento. Os objetivos do projeto ficam implícitos no pequeno conto dito por Daisy nas primeiras cenas, sobre o relojoeiro cego. Sendo uma narração sobre o tempo e suas implicações, uma cena em particular, na qual Benjamin narra sobre o incidente que o reaproximaria de Daisy, é magnificamente bem montada ao conferir conclusões diferentes para um mesmo acontecimento caso ele tivesse acontecido segundos antes ou em situações diferentes na vida de cada um dos envolvidos.

Mais do que um filme sobre “um homem que rejuvenesce ao invés de envelhecer”, O Curioso Caso de Benjamin Button é, como já dito anteriormente, um ensaio sobre o tempo e quase tudo que o envolve em nossa vida. É curioso perceber, por fim, que, durante os primeiros e últimos takes das quase três horas de projeção, somos apresentados a relógios, os quais, assim como Button, tiquetaqueiam para trás.

Nota 9

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31 respostas para »CRÍTICA: O Curioso Caso de Benjamin Button»
  1. critica muito boa mesmo³³³
    o crioso caso de BB, vai arrsar!!!!

  2. Michael Palmieri diz:

    “Sendo uma narração sobre o tempo e suas implicações, uma cena em particular, na qual Benjamin narra sobre o incidente que o reaproximaria de Daisy, é magnificamente bem montada ao conferir conclusões diferentes para um mesmo acontecimento caso ele tivesse acontecido segundos antes ou em situações diferentes na vida de cada um dos envolvidos.”

    FATO. Boa a crítica. Baixei o filme e amei. Verei de novo amanhã. :D

  3. Verei amanhã no cinema, se puder. rs

  4. Arthur… assista
    é muuuuuuuuito loko

  5. Eu quero muito ver

  6. “um ensaio sobre o tempo e quase tudo que o envolve em nossa vida”
    De fato.
    Acabo de voltar do cinema e simplesmente amei.
    O filme é muito mais que uma mera adaptação do Fitzgerald ou antonímia de Dorian Gray.
    Ele é perfeito por causar em nós a inquietude de uma inversão do que consideramos normal, de uma desautomatização da vida.
    O noção do tempo é o que nos faz perceber e entender a vida (no sentido de passado, presente e futuro).
    Enfim….
    assistam. rs

  7. [...] e, dentre as coisas mais impressionantes do filme, estão lado a lado. … Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: [...]

  8. que crítica medíocre essa, acredito que qualquer estudante secundarista redigiria um texto mais contundente do que esse…leia mais (textos bons, claro!), quem sabe seu arcabouço linguístico melhore algum dia.

  9. Um dos melhores filmes que já vi.
    Imagino que cai como uma luva para pessoas que (como eu) são nostálgicas e/ou temem a velhice e a morte.

  10. Muito bom. É preciso assistir mais de uma vez para pegar detalhes e palavras sabiamente bem colocadas.

  11. EXCELENTE CRÍTICA. TRADUZIU SEM QQ CLICHÉ O ENREDO DO FILME.

  12. O filme é grandiosamente o melhor que ja ví.
    E a proposito sua critica esta excelente colocando pontos e virgulas nos melhores e necessários detalhes do filme, em que ou não percebemos ou foi merecidamente colocado no seu texto.
    Não precisa criar filosofias na critica, guarde elas para você ou comente futuramente:) e foi o que fez imagino, o papel da critica ta excelente.

  13. Verei hoje mesmo, esse filme promete. Crítica excelente, parabéns.

    Beijos, yasmim

  14. Eeee!!!! podemos falar que foi uma critica pra mim sem sucesso na verdade,o filme simplismente perfeito do qual vemos no ponto de vista que uma ficçao,e como disse meu colega lucas Não precisa criar filosofias na critica, guarde elas para você ou comente futuramente:) e foi o que fez imagino, o papel da critica ta excelente.
    sinceramente qualquer um copiaria esse texto que ja vi em algum lugarr e postaria critica inrrelevante e vai ganhar o oscar de melhor ATOR*

  15. Assim que tinha visto a release do trailler fiquei ansiosa pelo filme
    Sua crítica foi na dose certa!
    è um ótimo filme!
    Triste bem triste!
    Porém ótimo!

  16. Uma crítica não é uma sinopse, lembro à vocês. Por isso, esta exerce perfeitamente seu papel.

  17. Excelente filme…interpretações, maquiagem, fotografia, roteiro e etc. Elementos “simples” da vida traduzidos numa ótica “muito doida” de forma delicada e sutil. Um “velho jovem” vivendo entre muitos velhos de “corpo e alma”, conhecendo o mundo de forma inversa. Assistam hoje, ou no máximo amanhã.
    Gostei da crítica, parabéns…deve ser difícil criticar filmes singulares como este.

  18. Adorei o filme. Só consegui assistir hoje!

  19. Uma crítica bastante poética, ao meu ver, e simplesmente por isso a adorei, não que ela não tenha seus méritos fora do tema poético, mas estou em um dia cercado de poesia, fazer o quê. Eu vi o comercial desse filmes muitas vezes e me pareceu bastante interessante. Eu tinha pensado em algo diferente para o filme, mas vi que eu estava enganado, de qualquer forma. Bem, espero assistir esse filme, e acho que hoje minha liste de “Para Assistir” não vai me dar uma folga nem depois das aulas começarem… Mais uma vez, ótima crítica, parabéns e obrigado.

  20. [...] do roteiro e, dentre as coisas mais impressionantes do filme, … Veja o post completo clicando aqui. Post indexado de: [...]

  21. Eu amei esse filme, assisti o trailer e é maravilhoso… fala sobre as relações das pessoas!
    Eu fiquei com raiva pq Brad Pitt atuou muito bem nesse filme e ele deveria ganhar o oscar de melhor ator e ele merece né?? o filme tb deveria ter ganho!!
    Mais esse povo nem soube escolher Pitt atuou tão bem devia ter ganho o oscar!!
    O curioso caso de benjamim button foi um susesso na bilheteria!!
    parabéns a todos os que participaram do filme.. muito bom mesmo!!
    Parabéns Brad

    *imagine como Angelina ficou quando viu as cenas de Brad e a atriz?? hum…
    *Brad Pitt e Angelina Jolie tem 6 filhos!!
    *numa entrevista Pitt falou que tinha muito medo de morrer… deixar Angelina e os filhos que tanto ama… falou tb que tem 46 anos e que estar envelhecendo muito rápido…

    * aproveita Brad depois dos 50…
    *Willian Bradley Pitt tb falou que sentia muita a falta da familia, quando saía pra gravar.

    * Eu amo os filme que Bradd e Angelina faz,eu assisto todos. principalmente Sr. e Sra. Smith e tróia onde Pitt fez Aquiles!!

    *É o casal famoso mais poderoso!! Arrasa Brad e Jolie!!
    *bjs[:)]

  22. foda-se la o filme!! era mm grandioso! nunca mais acabava! como este só o do titanic! ha 30 minutos a meio do filme que nao lhe deram o oscar!!! a vida da mulher nao devia ser revelada ao pormenor no meu entender!! tratou mt mal o pobre velho!! era muito oferecida!! fresquinha vahh!!o final está excelente!!
    JÁ FUI ATINGIDO 7 VEZES POR UM RAIO!!! KAKAKAKA

  23. Tony Carreira! diz:
  24. O filme é aparentado do “Forrest Gump” (do longínquo início dos anos 90). Mas é muuuuuuito longo, se tornando arrastado e maçante. Faltou um bom trabalho de edição, para cortar tantas cenas e passagens desnecessárias!!!
    Só recomendo o filme se a cadeira do cinema foi bem confortável!

  25. Willis de Faria diz:

    Drama baseado no clássico romance homônimo escrito por F. Scot Fitzgerald nos anos de 1920, que conta a história de Benjamin Buton (Brad Pit), um homem que misteriosamente começa a rejuvenescer e passa a sofrer as bizarras conseqüências do fenômeno. Buton, estranhamente, chega aos seus 80 e poucos anos – na New Orleans de 1918. Uma aberração da natureza história, uma história de amor, um drama surreal; O filme nos recordar a beleza, milagre, e impermanência da vida real. O Curioso Caso de Benjamin Buton é um dos melhores filmes do ano. Um filme sincero e carinhoso que se destina a ajudá-lo a lembrar-se de não ter vida para concedida tesouro e cada momento. É tecnicamente magistral, filmes tão raramente de fazer, inspirando uma tremenda sensação de calor, bem como admiração. Sendo a face de uma melancólica lembrança da transitoriedade da vida, bem como a mutabilidade desta carne mortal e forte porque ele se conecta com o desejo humano de transcender as inevitáveis limitações de tempo. O filme é rico e inteligente, maravilhosamente filmado e tão bem contado. Um rebuscado conto de fada sobre o nascimento de um bebê bizarro que nasceu como um homem velho e quem idades desde o nascimento em sentido inverso. Enfim, não estou a exagerar quando digo que é um dos melhores filmes do ano. É perfeito em todos os aspectos do cinema, ou seja, atuando, dirigindo, a estimulação, editando, make-up, cenografia, efeitos especiais. Nota:10.

  26. O filme é extremamente cansativo.

    Achei um saco.

  27. É bonito, mas de fato vai ficando um pouco enfadonho, e seu caráter de parábola nem sempre é bem compreendido pelo público. Estruturalmente, é “Forrest Gump” (as semelhanças são óbvias) outra vez, mas talvez seja menos concessivo, porque trata do tema da velhice, que comercialmente costuma funcionar mal.
    O relógio que anda de trás para diante, a fotografia, a reconstituição de épocas, algumas interpretações isoladas, tornam o filme poético e fascinante. Mas Pitt, embora esteja bem, não é um grande ator, e às vezes parece apático demais. Achei especialmente belas e comoventes as cenas em que Daisy, velha, tem que tomar conta de Benjamin que vai se tornando um menino e bebê com espírito senil. Os paradoxos do Tempo dominam o filme. Que se não é grandioso, é pelo menos muito bonito. E deixa algumas impressões que deverão ser duradouras.

  28. Li essa crítica “esculhambando” o filme por assim dizer…. to passada:

    http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1505

    Já começa com “Há vários equívocos nas opções dramáticas do diretor David Fincher para seu O Curioso Caso de Benjamin Button, mas nenhum poderia ser pior do que fazer Cate Blanchet entrar em cena apenas após 1 hora e 40 minutos de projeção…”

  29. sem duvida um dos melhores filmes q ja vi! recomendo!

  30. pow , show o filme…
    recomendo a todos que vejam o filme.
    muito bom,….!
    aqueles que dizem q o filme é um saco…éporq naon entenderam a essência do filme.
    Nao entenderam avisao que o autor queria transmitir.
    digo-vos:”Para um bom entendedor ,meia palavra basta!”

  31. gostei muito do filme a historia dele e muito emocionente

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