
Borat virou sensação entre os fãs de comédia. As alfinetadas nos “bons costumes” americanos (que se proliferam em diversos países) e as piadas de humor negro deram a Sasha Baron Cohen o fôlego para produzir um longa para outro de seus personagens estereotipados. Bruno, que traz um irreverente apresentador homossexual de um programa de moda da TV germânica chega aos cinemas nesta sexta-feira com alguns cortes, muitos risos e menos conteúdo que o anterior.
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Brüno
por Arthur Melo
É indiscutível. Comédias não são levadas a sério. Seriedade, aliás, nem é o propósito delas. Mas algumas possuem o bom senso suficiente – e a sorte – para serem bem consideradas. Este tipo de reconhecimento Sasha Baron Cohen já experimentou há três anos com o inquietante Borat. Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original, o longa caiu no gosto do público e da crítica por satirizar os alicerces da cultura norte-americana partindo de um personagem vindo do foco de amplas divergências políticas. Aproveitando ou não de um assunto que, apesar de saturado, ainda constava em pauta nos EUA e no mundo, Borat funcionou.
Tão politicamente incorreto quanto e talvez até mais constrangedor pelo descaramento – e aqui, apesar dos pesares, isto serve como elogio – Bruno adentra às telas desfilando em trajes mais caricatos (figuras de linguagem não foram aplicadas) e fazendo julgamento ainda menor do bom senso; aquele elemento que pondera entre uma boa e má comédia. Assim como Borat, o personagem título desta película, exausto de vários critérios de sua vida e profissão, deixa seu país de origem e parte para os Estados Unidos a fim de vivenciar novas experiências e obter algum êxito na carreira. Diferentemente do repórter cazaquistanês, o austríaco especializado em moda, Bruno, não insere críticas valiosas ou contundentes a condutas alheias. E, quando as faz, estas são em referência a casos isolados.
A linha temática de Bruno é muito semelhante ao longa anterior e é isso que faz a projeção ser amplamente comparada a Borat. A narração em primeira pessoa que explicita sentimentos e reações se repete e a fórmula que ocasionalmente confunde ficção com realidade ainda é a principal arma da comédia. Mas Bruno perde feio para o filme de 2006 ao optar por ridicularizar o grupo a que ele mesmo pertence ao invés de fazer piada das diferenças de comportamento. Não que elas não existam. Cena após cena o personagem se vê encrencado tanto na sua jornada pela ascensão como repórter, entrevistador e apresentador de TV quanto nos seus relacionamentos e amenidades cotidianas devido ao seu estilo de vida (e de vestimenta, diga-se de passagem). Mas aí os pontos já devem ser somados no quadro de Baron Cohen. A cena de sexo oral com um espírito durante uma sessão é hilariante por conta do descaso do ator com qualquer bom princípio e total conforto com o momento.
O que retira de Bruno boa parte de seu tom de realidade é, justamente, o seu comportamento. E mais comparações surgem, agora com a devida necessidade. Borat vinha de uma cultura diferente, com costumes e conceitos de sociedade paralelos que influíam em ações simples e corriqueiras do personagem. Obviamente, aliado à sátira, este item dava toda a graça do produto. Tentando repetir o formato para garantir o mesmo resultado, as atitudes absurdas voltam a dar as caras e a partir daí ganham caráter de inverossimilhança. Os padrões sociais e comportamentais austríacos não estão tão distantes do amplamente visto em diversos países, o que torna certas situações do filme descabidas – como despachar uma criança dentro de uma caixa de papelão num vôo intercontinental – em contraste com inusitadas ações do cazaquistanês.
Felizmente, quando se imagina que o longa correrá até o fim com saltos de gargalhadas tantas vezes desconexas de um propósito maior, entra em cena a busca do personagem por aceitação e o conflito com a própria homossexualidade. A comédia passa a se aliar mais uma vez às críticas por imposições de padrões e o riso volta a ser o resultado do humor negro e sagacidade. O uso rápido de contextos externos, inseridos no início do filme também para fazer comédia, regressa ao final inteligentemente para concluir uma grande piada que só ganha destaque na metade.
Apesar de inferior, Bruno pode – e deve – ser colocado ao lado de Borat. A qualidade das piadas nivelou com o usual de outras produções, mas a forma como elas são postas em prática revela um apreço à evolução no “ousar”.

Bruno (EUA, 2009). Comédia. Sony Pictures.
Direção: Dan Mazer
Elenco: Sasha Baron Cohen























Ótima crítica. Até pensei que daria menos, Arthur
E eu pensei, antes de ver, que daria mais.
Quero muuuito ver, mas não quero me decepcionar.
Ahh, se o Arthur não gostou é porque deve ser bom. oi
Árion, vc anda muito comicuzinho ultimamente.
quero ver esse filme.
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o que me irrita é a mania de censurar filmes aqui no Brasil…já não basta o novo halloween ter sido lançado 2 anos depois dos EUA e ainda cortarem 26 minutos de filme, agora é o Bruno que entrou na faca.
Eu daria 7, apesar de concordar com boa parte da crítica. Senti esse filme um tanto quanto “amplo demais” e faltou um climáx, não sei. A sensação que tive é que faltava realmente um direcionamento no decorrer do filme.
Mas mesmo assim achei certas piadas ótimas, apesar de em outras ocasiões ficar chocado demais para conseguir rir.
][silver]GaleRA ai da comu Vê-em o video ai
o link esta em baixo!
E um trabalho do colegio que a galera FEz, um clipe
dAquela Musica TE ENCONTREI dos MaMONAS ASSASSINAS!
Ficou Massa! Engraçado!
http://www.youtube.com/watch?v=rT3vDlLTLyc
[red]NÃO E VIRUS!
[...] http://pipocacombo.virgula.uol.com.br/critica-bruno/ [...]
Neste “documentário,” o Baron Cohen de Sacha produz “Brüno”, um gay assumido, mui alegre e borbulhante. Austríaco que hospeda o desfile de moda de “mit Brüno” ou “Funktime da tevê Funkyzeit com Brüno.” Quando começa ateando fogo de seu trabalho em Áustria, decide viajar a America. O mal compensa o bom e ultrapassam os risos no ” Brüno” um desapontamento, cujo similar “Borat” era um dos filmes os mais engraçados da década. Sua película nova é aterrada em uma estratégia cômica condenada, um intelectual desonesto e injusto em sua aplicação – para expor a homofobia e trocando em estereótipos alegres feios. Um dos defeitos principais de Bruno é que diversos episódios parecem encenados, e a maioria dos povos que Bruno acopla parecem estar dentro no gracejo a algum grau. Meu problema com o filme é simples e subjetivo – eu não o encontrei qualquer coisa engraçada, da forma apresentada. Não me surpreenderia aprender que alguns dos povos que rirão o mais ruidosamente em Bruno apreciando simplesmente ver outros povos humilhados sem dar muita consideração a quem estão sendo escolhidos e por que razão. Muitos serão ofendidos por provocações alegres do cínico Bruno, e eu não penso que há qualquer coisa significativa em sua arte. Eu começo a pensar o ponto do Baron Cohen – de que a maioria de nós supor que nós somos povos aceitáveis mesmo que nós abriguemos muita obscuridade, os preconceitos que merecem ser arrastados para fora na luz. Na prática, entretanto, Bruno (como Borat antes que ele) é mais como um conluio prolongado do tipo da experiência social do Jackass, um pouco do que uma exposição do mal banal. Ou seja Bruno é abaixo do talento do Baron Cohen. É uma coisa rasa e ridícula que não tenha direitos a existir, e nenhuma finalidade profunda. Todo o drama após 88 minutos do filme em que as genitálias (macho e fêmea) são empurradas na tela tão freqüentemente, objetos são introduzido tão fartamente em vários orifícios e as orgias são documentadas aos expectadores. Humor negro e medíocre é levado à tela. Passem longe deste filme. Nota: 3,0
Ahh.. parem com isso..!!
É um filme, foi feito pra isso mesmo, pra chocar e pra da risada…
Tem gente que leva o mundo muito a sério..!!
Dei risada do começo ao fim…!!! gosto de filmes que expõem os ridiculos da sociedade,,. muita gente se sente ofendida, eu procuro dar risada.. e dou muita..!!!!!
Foi o caso desse filme, tem senas meio chocantes, que enves de achar ridiculo, dei é risada..!! porque é engraçado… Tudo o que teve no filme alguém já fez, ou tá fazendo no momento… só não aquele muleque saindo da caixa de papelão.. mais se pensar melhor, se o governo permiti-se era dessa maneira mesmo que fariam… !!!!!!!!!!
Abraço….
Caro Arthur Melo,
Ao ler sua boa crítica sobre o filme, alguns pontos me chamaram atenção: A parte do bebê africano na caixa de papelão (que vc acredita ser descabida) está eivada de simbologias. Em primeiro lugar, refere-se a concepção cognitiva (por isso imperceptível) que instituições modernas introjetam no ocidente, como a supervalorização das sociedades desenvolvidas e o consequente desvalor do resto. O bebê na caixa de papelão reflete essa postura do ocidente e, consequentemente, dos indivíduos ou celebridades que praticam o mesmo ato, sem se dar conta de que a piedade em si é ambígua: ela mostra uma atitude “compreensiva” e “empática”, mas, ao mesmo tempo, atesta de modo irrefutável a atribuição de desvalor humano, moral e político.
O bebê na caixa e em todas as outras cenas é a coisificação do humano, objetificação, seres concebidos com um valor humano diferente daquele que atribuímos a nós mesmos, algo sem vida que está ao nosso dispor, tal como os mexicanos-cadeira.
Contribuímos objetivamente na construção de tudo que pensamos abominar, por essa razão, tanta gente achou horrível sua própria imagem nesse espelho que é BRUNO.
A próposito, nunca tinha visto tantas pessoas “piedosas” antes….