[ HOME | CRÍTICAS | DVD | COLUNAS | BILHETERIAS | ARTIGOS | A - Z | ORKUT | VÍDEOS ]
The Last Song
Piratas do Caribe 4
Nine
Avatar
Um olhar do Paraíso
Oscar
Batman 3
Trailer do novo filme com Miley Cyrus
Rob Marshall é confirmado na direção
Novo trailer do musical de Rob Marshall
Detalhes da trilha, featurette e nova imagem
Assista ao trailer francês do novo filme de Peter Jackson
Academia já selecionou animações finalistas
Michael Caine não está confiante na continuação

Claquetes

Você já parou para pensar na quantidade de objetos que existem para auxiliar uma filmagem ou gravação? Já refletiu sobre a função de cada um deles? Pois bem. Nesta coluna, um ensaio e debate sobre um dos intrumentos que não só se tornou um símbolo da atividade cinematográfica como, também, se revela essencial em qualquer processo fílmico.

Para que serve, de fato, a claquete? Clique em “Ver Completo” e descubra.

Som, luzes, câmera, CLAQUETE.
Por Henrique Simões Chirichella

O estúdio – ou locação – está pronto. A equipe, preparada. A cenografia, impecável; e os objetos, organizados.  Fresnéis e refletores direcionados em função da iluminação de cena. Os atores, já maqueados, estão posicionados. O diretor aprova. O assistente de direção pede silêncio e afirma o bordão completo: “Som, luzes, câmera, claquete…”. O estalo da claquete precede o verbete “ação” e inicia o processo de filmagem. Mas, afinal, qual a primordial função exercida por tal aparato? Qual a importância do objeto em todo o processo fílmico?

É instigante observar que atualmente, assim como a película, a claquete é uma das principais referências e símbolos no que se diz respeito a cinema. É comum encontrar portas retratos, enfeites de parede, entre outros objetos, representando a claquete. Todavia, algo se revela como curioso: poucos têm conhecimento do que envolve a sua utilização.

Desde os primórdios da atividade cinematográfica, o surgimento de diversos instrumentos e objetos contribuiram e auxiliaram não só para se obter o máximo perfeccionismo técnico como, também, para organizar todo o material filmado ou gravado em mãos. Descendente direta do quadro negro (no inglês clapperboard, variação de clapboard, lousa), a claquete, no princípio do cinema, era representada apenas por uma pequena lousa, papel, folha ou caderno para identificar e informar o plano, o take, a data e a hora da filmagem. A utilização contribuía impreterivelmente no momento de montar o filme, já que delimitava o material, informando e oferecendo dados, facilitando, e muito, a vida do montador. O surgimento do cinema sonoro, entretanto,exigiu uma evolução do objeto.

Apesar da patente não ter sido registrada, dados apontam que a claquete foi idealizada e criada pelo produtor e diretor australiano Frank Thring Senior, no final da década de 20, quando os primeiros filmes sonorizados surgiram. O objeto tomou forma: dois pedaços de madeira, pintados com riscas brancas e pretas  presos por uma dobradiça que, quando em choque, produziam um ruído audível. E, não sei se vocês, caros leitores, já pararam para pensar na importante função do estalo. Acontece que, a fim de se obter uma perfeição sonora em um filme, o som acaba por ser gravado em aparelhos específicos, tornando a captação independente da câmera e não sincronizada com a imagem. Logo, ao termos um som bem definido, o processo de sincronização de som e imagem durante a montagem e edição se torna muito mais prático.

Obviamente, os avanços tecnológicos permitiram que a claquete fosse aperfeiçoada. Antes, o aparato se resumia a dois pedaços de madeira, sendo as anotações realizadas com giz de cera. É lógico que o tradicional se torna uma deliciosa referência, entretanto, o fato é que hoje, o acrílico substituiu a madeira, já que revela-se mais translúcido à câmera, sem a necessidade de iluminação própria.  As grandes produções de Hollywood, por sua vez, acabam por utilizar claquetes eletrônicas, que através de um visor LED, informa a minutagem exata de gravação, sincronizada com a câmera. Algumas delas, ainda, oferecem listras coloridas, ao invés de preto-e-branco, já que tal atributo acaba por permitir um balanceamento e calibragem de cor na própria câmera. Independente do tipo e material, o instrumento fornecerá dados como o nome do diretor, a data, a produtora, a câmera, o estúdio, o plano e o take.

Com o avanço das mídias digitais, há quem diga que a claquete está em processo de extinção. Algumas câmeras já dispõe de funções eletrônicas capazes de fornecer informações de delimitação de cenas e outras já possuem capacidade de captação sonora de alta tecnologia, obtendo a sincronização direta com a imagem. Entraríamos, então, no debate “digital e película”, o que não vem ao caso nesta coluna. O fato é que, sem a existência da claquete, a atividade cinematográfica poderia se encontrar em um processo de atraso e retrógrado, transformando o trabalho de montagem em plena bagunça e desorganização. Além disso, convenhamos: nada mais divertido do que ter um símbolo tão tradicional referente à cinema enfeitando o quarto de um cinéfilo.

Notícias Relacionadas

  • No Related Post
7 respostas para »COLUNA: Som, luzes, câmera, CLAQUETE.»
  1. Ótima coluna, Rike, de verdade. Eu, que sempre pensei que a claquete fosse inútil, descobri que não é (totalmente) rs.

  2. *Totalmente eu ri.

  3. Taí um luxo que eu nunca tive, hehe.

    (apesar disso acho tão apocalíptico se a claquete extinguir~)

  4. André Almeida diz:

    Agora entendi.

  5. Legal a coluna. Façam uma sobre Moonwalker. :’DD

  6. NILDA DEL NERO diz:

    Otimo esclarecimento , agora eu tbm entendi

  7. NILDA DEL NERO diz:

    PARABENS

Deixe um Comentário!